Inércia Este livro pode ser comprado: Na Livraria Cultura: aqui. Ou através de encomenda, em qualquer livraria. Basta informar título, autor, editora. O que foi dito: "Dotado de um aspecto embrionário, e cheio de surpresas, Inércia é o romance de estreia de Marcos Vinícius Almeida. Ele, mineiro de Luminárias, faz de seu ofício algo raro e essencial: seduzir o leitor desde a primeira linha com uma proximidade e identificação em relação aos personagens. Lançado pela Multifoco há alguns meses, Inércia também denota caminhos, mostra possibilidades e gera expectativa. Não é fácil escrever um romance de relativo fôlego aos 20 e poucos anos (que seria lançado tempos depois). No livro, apresenta-se Juan, que assim como o autor se vê às voltas com situações corriqueiras e relacionamentos cotidianos. Há ai um Q de biográfico, responsável por envolver leitor a partir de pontos como identificação e proximidade" Salomão Terra, Opperra - Mondo Cult"O que sobressai no romance de Almeida é o senso de humor. É um livro divertido, narrado em primeira pessoa por Juan, estudante de filosofia, universitário que gosta de beber, fumar e que está em meio a uma crise de consciência, e por isso conta seus sabores e dissabores amorosos.(...) O autor se refere a si mesmo como 'jovem caipira' dono de uma 'inerente falta de talento.' É claro que a inteligência de cada um, na perspectiva do autoexame, outorga ao sujeito a possibilidade de se achar sem determinadas qualidades. Mas neste caso, parece mais modéstia em excesso, no que diz respeito à falta de talento." Gilberto G. Pereira, Leituras do Giba "Influenciado por autores como Albert Camus, Henry Miller e Chuck Palahniuk, que narra — usando uma descrição de frase rápida e entrecortada; uns diálogos e situações com vitalidade de crônica; e trechos algo mais densos focados no fluxo de pensamento — a vida de Juan, estudante de Filosofia, vivendo com o dinheiro que ganha dos pais ou que consegue vendendo seus livros, bebendo o mais que pode, rapaz que abandonou a namorada de tantos anos porque a relação tinha se agastado além de um limite, entre o que seja a adolescência e o que se chame idade adulta, talvez bem descrito pelo que diga a frase de Clarice Lispector: 'O cotidiano contém em si o abuso do cotidiano. O cotidiano tem a tragédia do tédio e da repetição'." Duanne Ribeiro, Revista Capitu "Dessa forma, implicitamente, o romance realiza um flerte sutil diante da antinomia determinismo x liberdade, aqui encarnado, em sua totalidade na vida medíocre desse sujeito comum, provinciano, pequeno burguês. Acorrentado em amarras surdas: o presente imóvel, o passado sedutor e um futuro sem perspectiva, o jovem encontra refúgio na perfeição de uma paixão idealizada, na projeção de uma figura ideal e abstrata que não pode realizar-se no cotidiano prático. Contudo, quando cai em si, cá está sozinho no quarto, preso num filme que se repete, o cd enganchado no aparelho repetindo de maneira irritante o mesmo trecho de uma música que já se cansou de ouvir: Lúcia dormindo na cama, e ele: 'Sem camisa. Cinzeiro cheio. No computador parafraseando Leibniz.” Milena Pereira Silva, na Revista Palpitar de Porto Alegre | Todo corpo permanece em seu estado de repouso ou de movimento retilíneo e uniforme, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças a ele impressas. Assim dizia Newton e assim Marcos Vinícius Almeida pergunta ao leitor: meu personagem está parado ou em movimento? Mover-se por esse universo de Juan, é isso um 'estado de repouso'? É um 'movimento retilíneo e uniforme'? Para onde vai meu personagem? Caminha ao acaso? Ou, tal qual um Sísifo mineiro do século XXI, apenas arrasta suas pedras até o cume dos morros para vê-las cair e recomeçar o trabalho? Pois a vida de segunda e terça e sábado é isto: 'Conversar com o pessoal. Beber. Falar de coisas inúteis. Ouvir Joy Division e esperar o dia amanhecer. É realmente a melhor opção.' É isso, até que uma força exterior a ele impressa o obrigue a mudar seu estado, a tomar outro rumo. Aí a vida de Juan quem sabe vai por uma nova direção, ou quem sabe o que lhe espera não é mais um desses infinitos estados inerciais. Imóvel ou em movimento, Juan e sua história gritam a nós, leitores. 'Porque você é só um pronome de tratamento; então eu grito bem alto, mas o som não se propaga no vácuo...' Se o som não se propaga no vácuo, é preciso estar próximo a Juan para ouvir sua voz. E por isso os capítulos de Inércia nos chamam, nos querem por perto, presos, acompanhando cada frase. Ao lado de Lúcia ou de Tati, na casa de Éder ou vendendo cervejas e uísque no bar do qual seu pai é proprietário, bebendo até cair ou perdendo a partida na sinuca, esta é a vida que Juan nos convida a viver. Porque ler a primeira frase do livro é aceitar a força por ele impressa, ou seja, é dar início a um movimento que não vai mais parar até a última frase. E, se o romance se fecha com reticências, é porque sua leitura ainda vai deixar margem para reflexões posteriores. Afinal, até que se diga o contrário, o movimento continua." Victoria Saramago "O romance conta a história de Juan, um jovem estudante de filosofia que, em função de um acontecimento específico, toma consciência de sua trajetória de vida. Embalado por esse acontecimento, Juan se vê movimentar e dá o primeiro passo para aquilo que podemos chamar de uma vida mais amadurecida, mais responsável: adulta. Embora aborde esse trânsito entre juventude e amadurecimento, 'Inércia' não se limita a ser uma narrativa aos moldes de um 'rito de passagem' adolescente de teor confessional. Muito pelo contrário, o romance, delineado pelos conflitos (e, às vezes, pelas soluções) asilados no lidar com o outro – em especial no lidar com o sentimento que se nutre pelo outro – se apresenta como uma narrativa que contempla constatações e angústias que são questionamentos próprios da existência e que, portanto, independem de contexto de idade ou de fases da vida." Bruna Maria, Gerúndio de uma história em pó. |

